Salvador da Bahia de todos os santos...

Cheguei a Salvador no final da tarde e fui direto para o hotel guardar as malas e
sair em seguida para tomar uma água de coco geladinha.
Fiquei hospedada perto do Farol da Barra – Farol de Santo Antônio. Visitei as instalações, subi as escadarias em espiral de 22 metros de altura... UFA!!!   conheci toda a estrutura do Farol. Considerado o mais antigo farol da América do Sul, a obra é um marco turístico e histórico do carnaval da Bahia.
Nas praias da cidade o mar é poluído, não tem quiosques e quando tem algum lugar, é precário, mas é muito bonito. Aqui, praia boa é praia fora da cidade. Então dei prioridade aos passeios pela cidade conhecendo os principais pontos turísticos.
Um dos passeios inusitados me custou R$ 0,10 e durou 30 segundos, como um piscar de olhos se não tivesse tão lotado! Risos. O Elevador Lacerda é a maneira mais original de circular entre a Cidade Alta e a Cidade Baixa, tem 72 metros de altura, liga a Praça Tomé de Souza (parte alta) à Praça Cairu, onde fica o Mercado Modelo.

Como falam os soteropolitanos famosos, o povo baiano é porreta! Isso é uma grande verdade, as pessoas são simpáticas e acolhedoras. Até a comida daqui tem nome simpático... lelê, vatapá, abará, acarajé, bolinho de estudante, frigideira de siri catado, caruru, mungunzá, xinxim de bofe, arroz de Hauçá, cocada infantil, licor de genipapo e muito mais.

A cidade dança! Uma das coisas imperdíveis aqui em Salvador é ir ver o ensaio do grupo Olodum e seus tambores inesquecíveis. Dependendo da época do ano,tem ainda apresentações de várias bandas de percussão pelas escadarias e largos como Teresa Batista, Quincas Berro d´Água,Banda do Pelourinho, além do Terreiro de Jesus. Confesso que senti ares africanos em tudo e o tempo todo.

Senti muita pena da cidade estar tão negligenciada, suja, perigosa e sem estrutura para o turismo como pude constatar...

O Pelourinho é rico em cultura e história, refletindo bem a alma da Bahia.  Patrimônio da Humanidade, o bairro na Cidade Alta, tem muitos casarões dos séculos 17 e 18, vielas, ladeiras, igrejas, museus, restaurantes, lojas e um vaivém de gente do mundo todo, além de um charmoso Hostel e um elegante hotel 5* em um antigo convento, mas acho que não deva ser um dos melhores lugares para se hospedar, devido ao frenético comercio e “tudo mais” que circulam nas ruelas principalmente à noite.

Apesar de tudo, o bairro histórico merece uma visita sem pressa, em especial às terças-feiras quando podemos assistir uma missa ao som de batuques e tambores na igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, que começa às 18hs.
Prepare-se para o assédio dos vendedores e ambulantes, principalmente nas redondezas da Igreja do Bom Fim, que não é a mais bonita, mas é a mais famosa de Salvador, onde acontece a tradicional “Lavagem das escadarias do Bonfim”, quando mães de santo junto com devotos católicos lavam os 10 degraus chamados de escadaria... Êita! que baiano é povo exagerado mesmo! risos ... essa lavagem dura o dia inteiro, animada por blocos de afoxé.
Uma das coisas mais interessantes da Igreja do Bom Fim são os portões cobertos de fitinhas coloridas... falando nisso...o principal souvenir da Bahia são as fitinhas coloridas que são uma tradição
De mais de 200 anos. Tudo começou com um tesoureiro da irmandade do Senhor do Bonfim que tinha o hábito de usar uma fita do comprimento do braço direito da imagem do Senhor do Bonfim, daí vieram os três nós, os pedidos...

Terra de milagres e de mandingas, Salvador é simplesmente fascinante.

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