Santiago – protegida pelas cordilheiras
O Piloto anuncia que estamos quase chegando em Santiago, ao
olhar pela janela me deparei com um cenário maravilhoso! A imponente
cordilheira “gritava” no horizonte, gigante!
Finalmente desembarquei e segui para o hotel que ficava no
bairro da Providencia, que é um dos bairros melhores para se ficar em
Santiago pois é onde se está a maioria dos hotéis da cidade. O bairro é seguro
e oferece todas as facilidades para os turistas, além de ser perto do centro.
Outro bairro onde também se encontram vários hotéis
principalmente os de 5* é Las Condes, e o bairro dos ricasos
se chama El Golf.
Santiago é bem diferente de São Paulo em relação a seu relevo, é
plana! Assim fica fácil de ser percorrida a pé ou bike, principalmente no
centro histórico, com ruas exclusivas para pedestres.
Graças a Deus,
não precisei escalar toda a Cordilheiras dos Andes para ter uma
visão panorâmica da cidade. Pude apreciá-la do alto de uma das colinas que
ficam dentro da cidade, o Cerro Santa Lucía,
que tem 10 mirantes. Existem várias opções de chegar ao topo: para os
desportistas: podem encarar quase 300 degraus ou uma tortuosas “subidinha” de
bike; para os que buscam conforto: tem a opção de subir de carro, van ou micro-ônibus;
para aventureiros: existe um bondinho diferente parecido com um trem (falando
em bondinhos “diferentes”, parece que todos eles estão aqui no chile!) os
ingressos são baratinhos. A parada do trem é num pequeno castelo
de pedras, no centro do Cerro tem um
anfiteatro e uma Igreja. Pelo caminho, estátuas, chafarizes e
canhões, pois foi aqui (segundo a história) que o conquistador espanhol Pedro
de Valdivia fundou Santiago. Não deixe de fazer um pedido e jogar uma
moedinha na fonte que lembra a Fontana di Trevi. No final do passeio, vem a
certeza que valem a pena!
Andando pela cidade, fui até o Mercado
Central, que na minha opinião é o
ponto de partida da culinária chilena. Aqui se come carne de boi junto
com mariscos e/ou crustáceos. Pode parecer estranho mas é uma delicia! Tem
restaurante pra todos os lados, o mais tradicional é o Donde Augusto, onde comi
o congrito, é um típico peixe chileno que pode ser
servido frito ou grelhado, acompanhado de um vinho...hummm...recomendo!
Ainda falando de sabores, depois do suco de pomelo, não existe nada mais
chileno que o mote con huesillos. A refrescante bebida é um tipo de chá com
grãos de trigo cozidos, pêssegos desidratados e um aroma de canela. É servida
gelada copo acompanhado de uma colher – para comer o trigo e os pêssegos. Bom,
caso não dê tempo ir no mercado, você poderá provar “el mote” pelas ruas de
Santiago que são lotadas de carrinhos chamados “El rey del mote”.
Nas barracas de frutas do mercado, vemos
o colorido de cerejas, uvas e pomelos (chile é sinônimo de pomelo
e vice-versa). Mas aqui no mercado o forte são os peixes e frutos do mar
com grande variedade: salmão, ostra, ouriço, mexilhão e dois bem excêntricos as
centollas
e um gigantesco caranguejo das águas geladas Pacífico.
Saindo do mercado mais ainda andando
pelo centro da cidade, já no final do dia você verá algo que com certeza vai te
chamar atenção como chamou a minha... os “cafés com piernas”. São cafeterias
elegantes onde as garçonetes, usando vestidos curtinhos e justos, ou
minissaias. Os balcões são abertos, elas geralmente ficam em cima de tablados
para que mostrem as pernas. E é claro que a maioria da clientela é masculina,
mas o intuito é só servir cafezinho mesmo! Café Haiti e o Café Caribe são as redes
mais tradicionais.
A noite de Santiago é bem animada com bares e
restaurantes de todos os tipos e claro alguns muito legais. Em uma das noites
optei por um jantar temático em um lugar chamado Bali Hai. Acredito que por
causa da Ilha de Páscoa a cultura polinésia é tida como uma preciosa
exclusividade. Em Santiago é possível ver vários Moais trazidos da ilha,
em alguns pontos da cidade. O Bali
Hai é um restaurante polinésio, bem decorado e com show de danças polinésia.
O ambiente é descontraído e animado.
Depois de provar tantas coisas, fui às compras, né?
Com várias opções e feirinhas de artesanato disponíveis me encantei mesmo com
as ofertas da rede de lojas Falabela, onde fiz uma farra
comprando artigos de decoração de bronze (outra coisa típica do país).
Terminei as compras numa feirinha de artesanato comprando joias e prata com
pedras de lápis lázuli, também típico do país.
Dia de sair um pouco da Santiago e ir
conhecer as vizinhas Viña del Mar e Val Paraíso.
Viña del Mar é uma cidade balneário a 120km de Santiago. Linda toda ornamentada com
flores, vários condomínios e prédios em forma de escada. Um dos cartões postais
da cidade é o relógio de flores, parada obrigatória para uma fotografia. O
lugar ferve no verão onde a temperatura chega a 30°,mas não se engane, a agua
continua gelada!!! É o point de shows e festivais. Parando para admirar o mar
na avenida da orla é possível ver algumas grandes pedras que no inverno servem
de cais para focas e leões marinhos. A praia mais extensa e mais conhecida é Reñaca.
Val Paraíso – Valpo, como é chamada - é coladinho com Viña del Mar, mas
notoriamente diferentes, principalmente por que uma é um balneário e outra cidade
portuária, mas também interessante por suas charmosas casinhas coloridas e seu
grande porto. É considerada patrimônio da humanidade pela Unesco. Cercada por “Cerros”,
tem uma característica de cidade vertical.
Para termos uma boa visão de tudo
temos que tomar um bondinho (meio capenga) e subir até o Cerro Concepción onde predominam
casas construídas pelos colonizadores ingleses e alemães. Alí se pode visitar
uma das casas onde Pablo Neruda viveu por um tempo e hoje é um museu.
Como ainda tinha tempo e também ainda
tinha neve, dei um pulinho no Vale Nevado que é a estação de ski
mais próxima de Santiago. Uma dica importante para alugar roupas de neve é ir
em lojas na saída de Santiago. A subida até lá saindo do hotel no bairro da
Providencia levou mais ou menos umas 2hs de carro com direito a paradas para fotos.
A paisagem e a estrada são de tirar o fôlego, tudo muito bonito. O centro de
esqui é simples com 2 hotéis, lojinhas, restaurantes, pistas de ski, teleférico
e locação de equipamentos. O mais bacana dessa estação de ski é que você pode
ir pela manhã e voltar no final do dia, mas claro que dependendo da previsão do
tempo, pra evitar de ficar preso lá em cima por causa de nevasca.
Bem, para encerrar a viagem fui a uma
das vinícolas mais famosas e populares daqui, a Concha y Toro, onde
conheci ‘el Casillero del Diablo‘. Além da vinícola desfrutei de um
almoço maravilhoso num restaurante temático tipo ‘gaúcho’ com direito a
dançarinos de bombachas.
Voltei encantada com essa pequena
parte do Chile que tive oportunidade de visitar. Ainda estão na minha lista o
Deserto do Atacama, a Estação de Ski Portillo, a região de Pulkón e Vulcão
Villa Rica e finalmente a Patagônia.
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